Companhia de Caçadores 2759

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 Convívio  -  MADEIRA 2010

CARTA ABERTA AO “ SITE “ DA C. CAÇ. 2759

Arnaldo Pinto, Furriel Miliciano, do SPM em Tete

 

    COMPANHEIROS

É com imensa satisfação que, hoje, e pela primeira vez, venho a este “ site “ para conversar convosco, e vos dar conta do nosso encontro anual,

Como é do vosso conhecimento, alguns elementos desta C.Caç. deslocaram-se às suas origens ( à Madeira), uma vez que a mesma ali foi constituída há quarenta anos, seguindo para Moçambique.

Penso que ao fazermos esta viagem, estariam subjacentes a todos nós pelo menos quatro níveis de satisfação: - Romagem de saudade, confraternização com todos quantos quiseram estar presentes, dar a conhecer um pouco deste recanto a todos os que, como eu, nunca tinham pisado solo desta ilha e finalmente prestar a devida homenagem aos que tombaram pela Pátria e que tão esquecidos foram e continuam a ser.

A saudade, foi de certeza um dos grandes momentos de quantos por ali passaram, na formação da Companhia, pois foi aí que se formaram grandes - diria mesmo – eternas amizades. Em todos os rostos se notava a satisfação de reencontrar pessoas e lugares que há muito, pareciam ter-se escondido, na gaveta do tempo.

Quanto à confraternização, o seu expoente máximo esteve patente, tanto na brejeirice, como na simpatia do Vasconcelos e na forma como rapidamente interagiu com todos, conhecidos ou não, o ar de galã do século passado do Oliveira, ou a permanente doença dos que em todas as paragens tinham que ir à FARMÁCIA à procura de um COMPRIMIDO .Para o efeito contribuíram, sem dúvida, os magníficos sabores da Poncha e do divinal vinho da Madeira, Seco, Meio Seco, ou Doce, quer degustado nas Caves dos Oliveiras ,quer como aperitivo ou digestivo, nos vários restaurantes por onde passamos.

Em relação à Ilha, na sua beleza estonteante, houve momentos de verdadeiro êxtase perante o contraste do céu Azul com as nuvens nas montanhas, das veredas íngremes e dos picos a quererem entrar pelo céu dentro, as suas novas e excelentes estradas e os furados (túneis), num contraste permanente com as velhinhas estradas todas reparadas e a deixar-nos o coração nas mãos, introspectivos e receosos, com as enormes ravinas , ali tão perto e o permanente choque entre as bonitas vivendas alcantiladas nos lugares mais inconcebíveis, com os altos edifícios dos hotéis e as casinhas de brincar, de colmo no telhado, que pareciam ter saído dum conto de fadas.

Por último, os momentos mais altos destas comemorações, centraram-se nas honras quase militares que prestamos a todos os camaradas mortos em África, na cripta do monumento erguido em sua homenagem, e que se encontra na mata da Nazaré, no Funchal, com a respectiva continência, aos toques de clarim dados por um grupo da fanfarra militar e às vozes já um pouco sumidas do Alf.Lourenço. Esta homenagem aos mortos, haveria de se prolongar, no dia seguinte, dia 2, na Missa celebrada pelo Reverendo Padre Toni Sousa, na Igreja do Sagrado Coração de Jesus, na Boa Nova, Funchal, onde todos os presentes se vergaram ao forte mas respeitoso grito: “PRESENTE”, entoado a cada nome de todos os falecidos desta C.Caç., quer em combate, quer não.

Durante esta missa foram ainda condecorados, com a medalha das Campanhas de África, todos quantos a não tinham ainda recebido.

A bandeira Nacional e da Companhia, cruzaram-se, inclinadas ao peso dos nossos sentimentos e tenho a certeza de que uma furtiva lágrima, nesse momento, assomou ao conto do olho de alguns dos presentes.

Caminhava o nosso encontro para o fim, mas não podia acabar sem apalavra do Capitão, do amigo, do companheiro do Batista, enfim do “ COMANDANTE “.

Agora sou eu que não posso terminar esta carta, com destinatário não especifico, sem aqui deixar uma palavra sincera de gratidão a todos os que afincadamente trabalharam para que tudo pudesse acontecer sem percalços, realçando os nomes do Zé Gouveia, Vitor Lourenço, Campos e Sousa ( com o hino que ficará sempre ligado à C.Caç. 2759) e na Madeira o Gonçalves o Freitas e o seu afinadíssimo coral e tantos outros que a minha memória não captou. Por tudo o que fizeram, certo de que haverá sempre quem critique negativamente, mas certo também de que a maioria comunga da minha opinião, deixem-me trazer à colação, o lema da 2759 “ RES NON VERBA “ e agradecer por haver quem sabe traduzir à letra esta máxima.

Quanto a mim, resta-me agradecer a deferência que continuo a merecer da vossa parte, uma vez que estou certo, que serão poucas Companhias, ou mais nenhuma, que reconhecem algum mérito, a quem como eu, do SPM, que não tendo usado uma arma, fui de algum modo importante para vós. O meu muito obrigado

Arnaldo Pinto, Furriel Miliciano, do SPM em Tete

 

 

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