Companhia de Caçadores 2759

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Preparação do Encontro Anual

Madeira 2010

 

 

Caros Camaradas e Amigos:


 

Tal como estava previsto, eu e o Vitor Lourenço, deslocamo-nos nos dias 27 a 30 de Maio à Madeira.

 

Foi uma viagem muito proveitosa em todos os sentidos, embora tenha sido extremamente fatigante. Quando partimos, já levávamos uma agenda pré definida para esses dias, com várias reuniões marcadas, visitas aos nossos camaradas mais carenciados ou doentes, e um almoço com alguns companheiros que quiseram conviver connosco. Muito ficou por fazer, pois havia necessidade de estabelecer mais contactos, mas o tempo não deu para tudo.

 

 

 

Companheiros e seus Familiares - Madeira

 

Chegámos à Madeira por volta do meio-dia e logo aí tivemos a alegria de poder abraçar alguns camaradas que já não víamos há 38 anos, como o Spínola e o Fernando Carvalho do 3º pelotão, o Américo do 2º e também o Vasconcelos. Por último, de referir a presença da Maria de Lurdes, irmã do nosso camarada Mário Celestino Viveiros de Andrade, morto na mina de Furancungo, e que eu entretanto tinha contactado. Após breves momentos de convívio tivemos de partir para o hotel, onde às 14:00h tínhamos uma reunião marcado com o Director Comercial e com o nosso Agente de Viagens da Omnitur. Dessa reunião resultou como facto mais saliente, a troca do Hotel Alto Lido pelo Hotel Raga, motivado por razões de qualidade e logísticas. Assim, será o HOTEL RAGA, o nosso” quartel general” para a operação MADEIRA 2010 - 40 ANOS DE EXISTÊNCIA, a decorrer entre os dias 30 de Setembro e 4 de Outubro.

 

 

  Piscina do Hotel Hotel Raga Vista do quarto do Hotel

 

Ás 17:00 h já estávamos no edifício da Secretaria Regional do Turismo e Transportes, onde fomos recebidas pela Secretária Regional, Drª Conceição Estudante, resultante de um nosso contacto previamente estabelecido. Esta reunião marcou-nos muito pela maneira muito amável e disponibilidade total da Senhora Secretária, que nos prometeu todo o apoio que estivesse ao seu alcance. Aproveitámos a ocasião para a convidar a estar presente do dia 2 de Outubro na missa, e no nosso almoço, convite que foi aceite. Depois de elaborarmos o programa, vamos transmitir-lhe as nossas necessidades concretas, as quais a Sra. Dra. Conceição Estudante irá procurar satisfazer.

 

Às 18:00h seguimos para a Igreja do Sagrado Coração de Jesus – Boa Nova – Funchal, acompanhados pelos nossos camaradas Freitas, Gonçalves, Vasconcelos e Carvalho, onde reunimos com o Padre Toni Sousa para preparar a missa do dia 2 de Outubro. É com muita satisfação que mais uma vez assinalamos a maneira como fomos acolhidos, e as facilidades que nos foram dadas, para que o ponto alto das nossas festividades, a Celebração Eucarística, tenha o brilho e a dignidade que o momento impõe.

 

À noite, eu e o Vitor Lourenço, ainda andámos pelas ruas do Funchal a visitar alguns restaurantes que nos tinham sido indicados para o nosso convívio.

 

No dia 28 começamos às 9:00h,com nova reunião com o Director Comercial do Hotel Raga, onde tratámos de aspectos logísticos, como localização dos quartos, uma refeição do dia 1 de Outubro a ser servida no Hotel, e outros pequenos detalhes com o objectivo de proporcionar a todos, uma boa e agradável estadia.

 

Pelas 10:00 h fomos recebidos na Câmara Municipal do Funchal, pelo Senhor Vereador Eng. Henrique Costa Neves, em representação do Senhor Presidente, que acedeu a ter essa reunião após uma solicitação nossa por carta. Enquanto aguardávamos a audiência, eu e o Vitor sentíamos alguma expectativa pela nossa ousadia. No entanto, logo que entrámos no gabinete, verificámos que mais uma vez, as ”gentes” da Madeira têm uma maneira muito cordial, muito aberta e sempre disponível para receber quem os visita. Foi uma reunião que foi muito além daquilo que esperávamos. Foi um diálogo longo, com uma pessoa que também viveu a guerra na Guiné e que nos fez sentir orgulhosos da força que a C.Caç. 2759 ainda hoje mantém, e ele inveja, pois da sua companhia da Guiné nunca mais teve qualquer notícia. Aproveitamos para lhe endereçar o convite para estar presente na Eucaristia e no almoço da C.Caç. 2759, convite esse que foi prontamente aceite e com satisfação. Da sua parte, ficou a certeza de total abertura para as solicitações que lhe colocámos e ainda de algumas sugestões que ele nos deu, e que muito nos honraram como seja: a oferta de “um Madeira de Honra” no salão Nobre da Câmara Municipal do Funchal, e a abertura da cripta do monumento aos Combatentes Madeirenses, mortos na guerra do Ultramar, e onde nós iremos homenagear os nossos mortos.

 

Da parte da tarde, acompanhados pelo Freitas, Gonçalves, Vasconcelos e Carvalho, andamos a visitar vários restaurantes, desde o Funchal até à Serra de Água. Fizemos largos Kms., acabando por recair a escolha do almoço na Estalagem da Encumeada, na Serra de Água, e o jantar na Estalagem Relógio na Camacha. Era já noite quando regressámos ao Funchal.

 

 

 
 

Estalagem da Cumeada

 

Aproveitámos o sábado para visitar alguns companheiros nossos, sempre com a fantástica disponibilidade dos nossos camaradas, que fizeram questão de nos acompanhar ao longo da nossa estadia. Estivemos em casa do Agostinho Correia, cabo do 1ºpelotão, que se encontra quase incapacitado de andar, fomos a casa do Paulino de Jesus, localizamos o Correia do 4º pelotão que foi ferido na mina incendiária, passamos também por casa do Junior do 2º , mais conhecido por “Gringo”, e ao almoço convivemos com o Zé Ornelas, o José Gregório de Sousa, com o Gouveia Silva, Spínola, Freitas, Gonçalves , Américo, Paulino e Carvalho. Alguns levaram os familiares o que tornou o convívio (imagens) ainda mais rico.

 

De tarde tivemos uma reunião com um guia turístico, mas sem resultados positivos.

 

Estivemos ainda reunidos com a Maria de Lurdes e com a Conceição, irmãs do nosso companheiro Mário Celestino Viveiros de Andrade, primeira “baixa” da nossa companhia, e cujo corpo ficou sepultado em Furancungo, situação de todos nós desconhecida, e que só agora pelo contacto que tivemos com a sua família, nos foi dado conhecer a realidade. Foi já desencadeado um movimento, para tentarmos proceder à transladação dos seus restos mortais para a Madeira, tentando desse modo ir ao encontro da vontade dos familiares. Foram momentos de grande emoção aqueles que sentimos no contacto com as duas irmãs, e que deixaram bem expressa a dor que sentem nestes 40 anos de ausência do seu familiar. Nada prometemos, mas tudo iremos fazer para tentar trazer o corpo do nosso companheiro para a sua terra natal.

 

No último dia, ou seja domingo, ainda aproveitámos a manhã para ir visitar o cabo Costa, que não fala e se encontra preso a uma cadeira de rodas, tentando levar-lhe uma palavra amiga e de conforto, pois ele conhece as pessoas e entende tudo o que lhe é dito. Para nós esta última visita foi a melhor maneira de fecharmos a nossa estadia na Madeira.

 

Gostaria de encerrar esta notícia com um agradecimento e um forte abraço KURIKA aos nossos camaradas, Gonçalves, Freitas , Vasconcelos e Carvalho, pela sua disponibilidade total para nos acompanharem a qualquer hora que os solicitávamos, e pelo carinho e simpatia com que nos receberam.

 

Um sincero muito obrigado.


 

Zé Gouveia

 

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 Contacto:  E-mail: jomago47@gmail.com    Telemóvel: 96 61 24 291

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